Vamos nós com receita delícia, rústica e sem precisão alguma pra ensinar... pra piorar não fui nem eu que fiz. Apreciei tão apreciadamente que acabei desejando posta-la. O fato da foto (!) ter ficado tão fidedigna à deliciosidade do prato também serviu como fator de estímulo para essa rápida postagem.
Esse prato se encaixa na categoria "melequinha gostosa", junto com todos os purês e escondidinhos e polenta e pudins e musses e danetes (na pressa cotidiana e no desespero lariquento). Foi feita pelo querido irmão-oriental-vagabundo Mine para todo o Dolores em pleno retiro espiritual, etílico e criativo neste janeiro. Aliás excelente receita para quilos de pessoas. Harmoniza com cerveja. Há!
Xerém com calabresa
O xerém deve hidratar antes do preparo e depois deve ser feito como arroz. Um bom refogado, água, tal e coisa. (Eu devia me envergonhar de postar receitas assim duvidosas.)
Daí vc refoga a calabresa com cebola, pimenta e bota uns tomates vermelhinhos pra fazer caldinho. Depois coroa com aquele cheiro verde fresquinho.
Sirva com o Xerém por baixo e o refogado de calabresa por cima.
Ah! Deve ficar delícia com carne seca desfiada, camarão, frango, tudo bem moiadinho e com caldinho para produzir aqueeeela simbiose.
Tá bom... talvez a foto aguce os apetites e justifique toda essa postagem nonsense.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Merengue elaborado de fim de ano
Natal – minha
síntese: Hohoho... hummm... humm... hum... blargh! Pou! Bum! Explode
e morre!
Cruz credo! Santa
comilança asquerosa batman.
O pior são os relatos
dos menus, se é que se pode chamar a seleção alimentar das
famílias de menu. Vão de lasanha, a feijoada, risoto, moqueca e
todos os clássicos natalinos, tuuuuudu juuuuuuuntu agoooooora!
Aí que fiquei
incumbida no natal da minha família de fazer uma sobremesa e fiquei
caçando na internet algo que fosse lariquento e leve. Somado a esses
dois adjetivos, queria algo que não usasse batedeira ou forno, por
que tô sem os dois. Ou seja, mais uma receita para o “arsenal de
rangos rústicos para quem tem pressa e apetite”.
Esse é muito
“truqueiro”, chega a dar certa vergonha de postar como “receita”.
Mas é bem delícia, foi super aprovado então recomendo.
(Aliás, ponto pra
minha família que avançou 5 casas ao conseguir fazer um rango
eclético mas dialógico – ui! - e, ao mesmo tempo, menos ogro e
bem gostoso. Conseguimos fazer escolhas menos gordurentas para a
família de gorduchos que somos... quem sabe o ano que vem
conseguimos avançar mais 5 casas restringindo o número de pratos,
por que no caso do resultado obtido, tudo tinha diferentes opções
para se experimentar: uns 5 tipos de aperitivo, mais umas 5 saladas
com 3 molhos diferentes, 3 carnes assadas... o que passando a régua
levava ainda a melancolia gastronômica, a depressão estupefata e,
por fim, a explosão grotesca.)
Acho que a sobremesa é
algo como um...
Merengue chique de fim
de ano
Pode ser montado num
pote grande de vidro ou em pequenos recipientes individuais. É
bacana que seja de vidro transparente que fica beeeem bonito e
permite agregar o “chique” ao nome da receita.
Primeira camada:
iogurte grego... … simples assim!
Segunda camada: frutas
picadas. Na receita original, que achei e perdi em algum canto dessa
internet, eram berries. Na minha recriação, a única coisa que
achei dessas frutinhas pequeninas, roxas e caaaaras, foi mirtillo e
essa foi a extravagância (aliás nunca tinha comido...). Coloquei
ameixa, morango, uva sem caroço, tudo bem picadinho.
Terceira camada:
suspiro quebrado.
(Pior é a pessoa
enrolando e inserindo um monte de caractere pra fingir que a receita
é elaborada.)
Achei bem deliciosa.
Olhaí que bonitinha!
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Rango Rústico do Lenhador - Molho de tomate caseiro incrementado
Nesse meio tempo, danei
a cozinhar novamente. Bastante. O fato d'eu ter um blog causa certo
frisson entre meus companheiros. Portanto tenho que honrar com as
palavras que cá posto. Devo honrar tbm com o pai cozinheiro de mão
cheia (especializado em petiscos variados), a irmã chef chique de
cozinha e a vó Dona Benta amada e saudosa. Toda uma tradição a se
remeter. Tem "pobema" não, como diria meu pequeno João.
Porém tenho cozinhado
no geral, sem tempo, sem muita grana e pra uma quantidade maior de
gente que o habitual. Portanto tenho desenvolvido um "estilo"
que diz de um método, diz do tipo de matéria prima e, como não?,
do "produto" que sai lá no prato. Nomeei o estilo
de RÚSTICO. Sem mimimi, frescurite, historitcha. É pá cumê,
bora lá! Com sabor e certa velocidade. To adorando.
O ícone dessa minha
nova escola de culinária (hahahahahaha! amham!) é o molho de
tomate RÚSTICO. Descoberta linda e maravilhosa que aboliu
por fim a presença de molhos de tomate industrializados na minha
vida. E nesse caso nada daquele trampo abissal que resulta em meio
copo de molho apurado. Nããããããão! Fácil, rápido e diliça
total.
Passeando pela internet
em algum momento que deveria estar fazendo alguma coisa, achei algo
parecido com essa receita. Se olhar o post original (que sabe deus
qual é), não deve ter nadica de nada dessa receita final. Só um
bafinho de inspiração... Então vamos lá!
Foto da casa que
abrigou esta comilança que vos fala.
Para 5 pessoas:
600gr de acém picado
grosseiramente
1 bandeja de cogumelos
frescos
10 tomates vermelhinhos
e brilhosinhos de taaaanto agrotóxico féla-da-puta que ele recebeu
3 cebolas
1 cenoura grandona
Sal, pimenta do reino e
manjericão fresco
1 pacote de macarrão,
ou arroz que tbm cai zuper bem
Olha que coisa linda
de... deus! Duas panelas - uma de pressão e uma de macarrão. Na
pressão refoga uma cebola picada rusticamente e em seguida
frita legal a carne nesse refogado. Dps que a carne já tiver
douradinha, joga dois tomates picados rusticamente em 8
(mais conhecido como no meio, no meio de novo e de novo no meio).
Espera todo o pessoal soltar um pouco de água - o líquido deve
cobrir a carne - e tampa a pressão. 40 minutos de confiança.
Abre a panela e dá uma
olhada se a carne já tá desprendendo, desfiando um tanto. Daí joga
(como é rústico, tem que tacar mesmo) o resto dos tomates e
das cebolas picadas rusticamente tbm (conforme ensinei
didaticamente ali no parágrafo anterior). E deixa a vida te levar...
vai sentindo o cheiro e vai dando linha na pipa do apetite. (Ah! Vai
ouvindo música - dica
minha, tomando cerveja e conversando - é comida de fazer com
todo mundo na cozinha...)
Quando estiver tudo se
desfazendo - na panela e não na vida, pelamor - você joga o
cogumelo ou inteiro ou fatiado e a cenoura picada em qq espessura
desde que igual entre si. Como diria Hamlet, "é loucura mas tem
seu método". E segue na filosofia de botequim e cozinha. (Posso
emprestar meus amigos, companheiros de poesia e criação, que fazem
o tempo passar deslizando. E assim criamos pra vc mais uma modalidade
de Kit Festa Pronta. Chama nóis qui nóis diverte e alimenta. Né
não meus companheiros Danilo, Mine, Erika, Luciano e Grilo?!)
Bom, nesse ponto, já é
bom ter colocado a água do macarrão pra ferver. Fiz com espaguete
fininho e achei uma excelente opção. Como saber nome de tipo de
macarrão é coisa de menininha, a regra é: macarrão do tipo
comprido e dos mais fininhos. Hou!
Quando a cenoura
estiver al dente, tempera a bagaça. Sal, pimenta do reino e
manjericão fresco. Pouco. Cuidado com os temperos secos de
saquinhos, mesmo honestos, dão sim um gosto de tempero pronto na
comida. E comida rústica que se preze é fácil mas nada
industrial!!! (Óia eu já estabelecendo as diretrizes da
linha rústica de culinária. Ai que orgulho minha irmã
sentiria de mim!)
Aí é isso! Tchasca no
prato o macarrão com o molho por cima e queijo ralado (que tenha
sido queijo mesmo um dia tá? e não algodão!). Bixo! E seja
feliz... Não é um rango rápido, por que é bom esse processo pra
apurar bem, mas é fácil e muuuuuito gostoso.
Como deu pra sacar, não
tem essa meninice de tirar a casca do tomate não. Fica lá uns
pedacinhos de casca enrolado. No sabor e no vizú rústico, não
incomoda em nada mas se quiser dá pra despelar antes.
Na minha opinião,
entrou pro ranking dos 5 mais, junto com o cláaaaaassico bolo
de carne moída com banana e catupiry e os muffins
de banana com chocolate.
[Como RÚSTICO q
ele é, não produz boas fotografias por que é do tipo bom e feio.
Sabe doce que desmonta? Que dá desgosto de olhar e é de comer de
joelhos? Tipo isso... Tipo Shrek - ó não! estou fazendo referências
públicas aos filmes infantis aos quais sou submetida diariamente...
Então pra provar que forma e conteúdo tem que estar coerentes
mesmo, segue a foto rústica do rango rústico. E
prometo me aplicar no repeteco da receita a fazer fotos esforçadas.
:) ]
Sim, eu me envergonho
desta foto ruim. Mas como não tenho tradição de fotógrafos para
honrar... pega eu!
(Prometo tirar uma
melhor...)
Variação possível:
fiz com linguiça e alecrim e ficou bem incrível tbm e bem mais
rápido já que elimina a primeira etapa de 40 mins da panela de
pressão. É só refogar bem a linguiça na cebola e jogar tudu us
tumate e as cebola... e dps segue igual, tirando os cogus e trocando
o manjericão pelo alecrim.
Gordice possível: o
tantinho que sobra, no dia seguinte, ainda mais apurado, com um
pãozinho... há de fazer um ser humano feliz!!!
* Ai, tbm preciso
postar a receita de acém na cerveja preta - momeeeeeento acéeeeeem
da vida da pessoa. Todo um capítulo da vida denominado "descubra
o acém e seja feliz".
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Sobre lanchinhos saudáveis para festa de criança e para a escola
Vou então falar de comidinhas
gostosas e boas para festinha e para lanche da escola também.
Ovinhos de decoração feitos pela Paulinha para a festa.
Nessa festa de dois
anos do guri fiz uma quantidade meio exagerada de opções mas fica as
dicas:
Primeiro, para beber,
para fugir do refri, fizemos chá gelado de sabores diferentes e
adoçado com mel. E também essa ideia para servir suco de melancia que é maravilhosa e
não muito trabalhosa não! Não servi refrigerante (esqueci tudo no
armário) e ninguém pediu!
E cervejinha por que
também não se pode exagerar na preocupação nutricional em dias de
festa. Aliás, falando em nutricional, devíamos dar cerveja pras
crianças, cada copo vale por um pãozinho. Não comeu bem na janta?
Preocupado que isso atrapalhe o seu sono... quer dizer, o sono dela?!
Dá um copo de cerveja. #brincadeirinha
De comidinhas, fiz
bolinho de arroz assado de dois sabores diferentes: o primeiro
com arroz 7 grãos, cenoura ralada, cebolinha e queijo mussarela
ralado, e o segundo com arroz, tomate, manjericão e queijo mussarela
ralado. (Contei com César de mãos dispostas a enrolar uns 800
bolinhos.) Pré-assei umas duas semanas antes, congelei e, na hora de
servir, botei no forno por uma meia hora. Sucesso total!!! Não tenho
uma receita exata que segui, fiz meio no olho com ovo e farinha de
rosca na massa e depois empanado na mesma farinha. Acho uma ideia bem
incrível para adultos e crianças, pra festinha e pra lanche. Já
fiz também hamburguinhos vegetarianos de cenoura e abobrinha
raladas, cebola, queijo, ovo, temperinhos disponíveis e bastante
quinua em flocos para dar a liga. Fica delícia também e dá pra
servir de petisco com um molhinho de iogurte.
Coerente com o tema
“galinha” da festa, fiz milho cozido
e muita pipoca. O milho quando acabou deu choradeira
entre a criançada. Se alguém precisar relembrar o tempo de
cozimento do milho, anota aí: milho cortado no meio, coberto de água
por 20 minutos na panela de pressão depois de ferver a água. Diz
que não pode por sal se não endurece, eu não sei, mas não pus.
Milho também mando pra escola. E pipoca é larica pra criançada e
não é podre como fritura ou salgadinho.
João comeu, por
baixo, uns 3 milhos inteiros.
Teve também a carne
louca de papai que posto a receita em outro momento, a carne
moída com moyashi da Mari-vizinha-amada e os rolinhos e
barquinhas de legumes de-li-ci-o-sos do Felipe e da Naty,
queriiiiiidos, que também merecem um post a parte – aliás o
Felipe vale todo um blog a parte! Pouca variedade, não? Aaaaah, foi
rolando, fui fazendo, os amigo foram ajudanu, e pronto! Sem esquecer
da salada de fruta também para nenhum pequeno passar fome –
de fato, não foi o caso. Um dia faço essa:
Alguém anima de fazer e me conta?
Minha maior sugestão
para quem curte festa home-made feita com as próprias mãos é
lembrar sempre da frase “o melhor da festa é esperar por ela” e
o “melhor da viagem é o planejamento”. Paga uma pizza pros
amigos, uma coca pra quem é de coca, uma cerveja pra quem é de
cerveja e lota a casa no dia anterior e na manhã do dia para
preparar tudo a muitas mãos. A festa fica mais longa, mais cheia de
memórias, os amigos se aproximam do guri e todo mundo trabalha de
graça sem perceber. Trabalho escravo feito de forma voluntária!!!
#brincadeirinha² Alilás aprendi isso com meus pais que deixavam a
casa em estado de festa uns dois dias antes e era delicioso. E viva
os amigos queridos fazendo tradição na preparação das festinhas
de João! Ficha técnica: Zizis, minha companheira na produção dos
bolos, Mari na produção dos chás, César na mão-de-obra
questionadora, a Val nos biscoitos de galinha, maridão na arrumação
ativa da casa, o pessoal que cedeu o beiço as bexigas, Mari e
Paulinha, minhas vizinhas queridas e coordenadoras comigo de todo o
projeto-festa. E tudumundumais!
Outra coisa que João e
todos os guris amigos também amam é fruta seca e as chamadas
“madeirinhas”: amêndoas, castanha de caju e do para,
amendoim. Vale pra festa – apesar de ser meio caro oferecer
amêndoa a rodo para crianças e marmanjos numa festa – e pro
lanche nosso e dos guris (lembra da história de comer de 3 em 3
horas?!).
Ufa, escrevi! Essas
viagens de avião a trabalho me dão um tempo bem bom para escrever.
Quem sabe até retomo o blog com energia.
Sobre a alimentação dos pequenos
Sabem que, embora ogra,
sou bastante preocupada com alimentação. Com um guri pequeno então,
minha preocupação aumentou. Quero muito que ele goste das
gostosuras que são as frutas e os legumes e comida integral e que
não tenha um paladar acostumado a caldo de carne, condimentos, muito
sal ou muito açúcar. Embora muita gente ache que isso é fazer
criança sofrer ("judiação!"), tenho bastante clareza sobre essas opções e as
faço para a comida de toda a casa e, é preciso dizer, que tem
surtido um efeito bastante positivo. Sem radicalidades mas cheia de
cuidados.
Falando em “sem
radicalidades”, publico esse post pra reunir uns vídeos bacanas sobre o tema exatamente no dia seguinte ao dia em que
João comeu seu primeiro marshmallow industrial verde. :O
Pra começar, apresento dois
vídeos que assisti nos últimos tempos e que falam de uma maneira
bem elaborada e impactante sobre a importância da alimentação dos
pequenos especialmente nos dois primeiros anos de vida. (João fez
dois anos, vou despirocar agora!!! Experimenta essa salsicha, esse
salgadinho fofura e bora pro McDonalds!)
Esse primeiro do
Ministério da Saúde tem um bocado de informação importante de
saber e de colocar em prática, claro. Tem uma coisa que ele fala que
ficou super forte pra mim e que não tem diretamente a ver com os
alimentos que você oferece. Ele fala sobre como o senso de saciedade
das crianças é apurado e como com o tempo a gente cuida de
estraga-lo forçando a criança a comer quando ela indica que não
quer. Fico pensando também como isso transforma o momento da
refeição num malabarismo estafante, fazer criança comer quando não
quer aliás é uma arte muito chata de desenvolver. E se ela indica
que não quer e não comeu nada, na pior das hipóteses, acho, ela
vai se ligar que se deu mal. Fazemos isso muito bem em casa, eu acho.
Não quer, não quer e pronto. Três coisas que eles colocam no vídeo
e que mexi na sequência na nossa organização:
- começar a comer junto na refeição e não mais dar a comida e depois comer – acho bom pra ele começar a comer sozinho e para a refeição virar um momento gostoso, a três;
- oferecer os alimentos em separado para ele provar bem os sabores – eu gosto de comer a comida em composições (tipo, o arroz, o purê de abóbora, alface e a carne numa mesma garfada) e fazia meio isso com ele. Mas acho que a criança conhecer o sabor que cada um tem é legal também – nem sei muito bem explicar porquê mas achei bom;
- e, por último e mais difícil pra mim que sou meio nojentinha, foi inserir miúdos no cardápio. Achei que era lorota mas parece que não. To tentando convencer minha sogra a fazer fígado, por que eu... blargh! Mas já demos coraçãozinho de galinha e ele curtiu!
E uma última coisa é
tomar cuidado para não dizer que “Fulaninho não gosto desse ou
daquele alimento”. O vídeo coloca que a criança tem que
experimentar um alimento pelo menos umas 20 vezes (ou algo assim) e
em diferentes formatos, temperaturas, composições antes de se poder
dizer que de fato ela não gosta. Vivo ouvindo as pessoas falando que
ele não come isso ou aquilo... e volta e meia me pego fazendo o
mesmo.
Esse outro é o trailer
do filme “Muito além do peso” que vou assistir e há de ser
assustador.
Ah, lembrei de mais um
que fala também sobre propaganda pra criança e que é essencial para a discussão por que deixa a coisa
mais grave ao inserir a alimentação no campo de discussão
política. O vídeo tem uma montagem super intencional (que montagem
não é, afinal?!) e assusta todo mundo com as escolhas que vimos
fazendo aparecendo no comportamento das crianças.
Falei pra dedéu. Mal
ae!
Uma postagem e duas receitas de bolo de aniversário
Eu digo e repito que um
milagre se operou em mim depois que tive filho. Sempre fui uma
boleira da pior qualidade. Sei disso como apreciadora de bolos que
sou. Fazia tudo direitinho como na receita e como virginiana apegada
a exatidão dos números que sou. Sabia que fazer doces é quase uma
equação química, que dada a minha enorme quantidade de
recuperações na matéria no colegial, eu não deveria afrontar. Mas
na hora do forno, secava os bolos. Não tem nada, nada, nada pior do
que bolo seco – fora tudo que é pior, claro. Acho que deixava o
tempo que a receita mandava sem olhar, sabe?! Confiava cegamente no
tempo escrito e na temperatura marcada no medidor do forno.
Uma vez li, acho que
foi no livro da Dona Benta, que tem um jeito de saber se seu forno é
fraco ou forte – ainda não consegui me decidir sobre a situação
do meu. Nunca fiz a experiência mas me parece interessante: você
coloca uma folha sulfite no forno e liga por um determinado tempo. Se
a folha tiver não-sei-de-que-cor nesse tempo, ele é forte, se tiver
não-sei-como, é fraco. (Ficou muito útil essa informação
faltando toda a informação de fato. Achei nesse site uma dica pra essa tentativa.)
Eis que João nasceu e,
pra complicar, comecei a assar bolos molhadinhos do jeito que gosto.
Perigo! Eu enclausurada sabendo fazer bolos. Perigo!! Sempre com
aquela meia hora sobrando pra fazer algo que envolvia “não sair de
casa”. Perigo!!! Mas foi uma boa hora pra aprender por que
relembremos da melhor coisa do mundo e levantemos um viva a
amamentação!!! Perdia, perdia e perdia mais peso. Obrigada João²!
Gosto muito de bolo de
frutas e até postei um dos bolos mais maravilhosos que fiz, o
de mexerica – maravilhoso no sabor perfumado e na facilidade
incrível. E chegou aquele momento de mostrar serviço. Aniversário
do filho. Andava fazendo bem bolo de cenoura e adoro bolo de cenoura.
Quis fazer. Fiz. João fazia um ano e fiz bolo pra quinhentas
pessoas. Só esqueci de convida-las. O bolo ficou bom mas com medo de
ser pouco (maldito medo familiar!) fiz duas camadas de duas receitas
cada. Uma forma com duas receitas embaixo e uma com mais duas em cima
e mais dois quilos de chocolate na cobertura – acho que numa versão
trufada, ou seja, com creme de leite. Obsceno!!! E fazendo a mea
culpa, acho que o maior problema foi esse tamanho mesmo. Não deu
conta de ficar super molhado, ficou meio massante, meio gigantão.
Não fiquei satisfeita. A receita desse bolo no entanto é
maravilhosa e vale sempre a pena fazer. Vai açúcar mascavo e canela
e me foi cedida por uma boleira de mão cheia, a Mayra, mãe da Sofia
Linda. Olha aí como ficou o bolo gigante e qual a receita.
Exagero.
Colocar e bater no liquidificador:
3 ovos
1/2 xícara (chá) de óleo
1 xícara (chá) de açúcar mascavo
3 cenouras médias cortadas em rodelas
Colocar numa vasilha e acrescentar (eu peneiro):
2 xícaras (chá) de farinha de trigo1 colher de sobremesa de canela em pó1 colher de sopa de fermento em pó
Ainda quente, desenforma o bolo e coloca um tablete de chocolate meio amargo em cima, espera um dedim e espalha lindamente pela massa toda. Trata-se de uma cena forte, de emocionar, prepare-se!!!
Já fiz essa receita
100% integral com chocolate amargo e achei bem gostosa. Talvez
fizesse com chocolate meio amargo pra não ficar tão diferente ao
paladar. A massa fica mais pesada mas bem molhada (obcecada por
umidade de bolo... desculpem!). Vale o teste.
Aí chegaram os dois
anos e eu tinha conhecido um bolo excelente que fiz pra festa da Mari
Manfredi, minha amigononononona. Achei a receita no meu livro novo da
moça do Panelinha (site e livro) e depois de fazer
esse teste muito bem sucedido, achei que era a pedida. Fiz duas
receitas numa formona retangular e decorei para compor com a festa de
temática galinácea do pequeno (não, nada de galinha pintadinha,
nem cocoricó, apenas galinhas não patenteadas por todos os lados).
A única mudança que fiz e que recomendo muuuuuuito é a de servir o
bolo com morangos que coloquei na travessa em volta do bolo,
lavadinhos, sequinhos e picadinhos (muito morango, tipo 4 caixas).
Na fissura do brigadeiro.
Aí vai a receita que
dá pra olhar também no site do Panelinha. Não falarei de
tempo de assar por que o melhor estado de atenção com relação à
bolos é a de não saber qual o tempo certo. Só pra ter alguma
medida, eu deixei mais de 40 minutos e enfiando o palito várias
vezes a partir de meia hora. Se você também seca bolos, pra mim um
aprendizado importante foi o de que o palito não tem que sair
totalmente limpo não. Se não tá líquido, mas deixa o palito
melecado, pó desligá.
4 ovos1 xícara (chá) de açúcar1 xícara (chá) de chocolate em pó1 xícara (chá) de óleo1 xícara (chá) de água2 xícaras (chá) de farinha de trigo1 colher (sopa) de fermentomanteiga, farinha e chocolate para untar e polvilhar
1. Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média). Unte com manteiga uma fôrma redonda com furo - espalhe uma camada fina e uniforme. Faça uma misturinha meio a meio de chocolate em pó e farinha e polvilhe a fôrma toda (assim o bolo não fica com aquela casquinha branca de farinha). Reserve.
2. Numa tigela, coloque a farinha, passando pela peneira.
3. Na batedeira, ou em uma tigela grande, coloque o açúcar e o chocolate em pó, passando por uma peneira. Junte os ovos e o óleo. Caso esteja fazendo o bolo à mão, misture com um batedor de arame até que a mistura fique lisa. Se quiser usar a batedeira, comece batendo na velocidade baixa - para o chocolate não subir - e quando a massa estiver lisa, aumente e bata por mais alguns minutos.
4. Se estiver usando a batedeira, abaixe a velocidade novamente e, aos poucos, vá adicionando a água e a farinha, alternadamente, batendo apenas para misturar. Por último, adicione o fermento.
5. Transfira a massa para a fôrma preparada e leve ao forno preaquecido para assar por 30 minutos, até que o palito saia limpo ao ser espetado no bolo.
6. Retire do forno e deixe esfriar por 15 minutos. Coloque um prato de bolo sobre a fôrma e, com auxílio de um pano de prato, vire de uma vez.
7. Somente quando o bolo estiver frio, espalhe a calda. Sirva a seguir.
E além do bolo fiz uma
grande quantidade de ganache com chocolate meio amargo – também do
Panelinha. Acho que foram duas receitas.
200 g de chocolate meio amargo
3/4 de xícara (chá) de creme de leite fresco
1. Leve uma panelinha com um pouco de água ao fogo médio. Ela servirá de base para o banho-maria.
2. Numa tábua, pique fino o chocolate. Transfira para uma tigela de vidro ou de inox e coloque sobre uma panela com água fervente, que não deve encostar no fundo da tigela (o vapor da água deve ser a fonte de calor). Junte o creme de leite e misture até derreter o chocolate e formar uma mistura lisa.
3. Retire do banho-maria e deixe esfriar. Assim que amornar, leve a geladeira por cerca de 10 minutos. Retire e misture bem para unificar a temperatura. Se o dia estiver muito quente, repita esse procedimento.
4. Se quiser servir como musse rápida de chocolate, basta deixar na geladeira! Espalhe a calda do bolo com uma espátula de confeiteiro ou com uma faca.
Bolo de chocolate com temática galinácea.
Faz aí que é muito
deliciosa. Outra hora faço e tiro foto do interior pra vocês verem
que belezura.
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